quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ENSINO SUPERIOR

Este blogue foi elaborado como fazendo parte de um projecto iniciado em Janeiro do presente ano, e embora tendo o secundário acabado para nós (e com ele o projecto), resolvemos continuar o nosso trabalho aqui.

É com grande prazer que informamos os seguidores deste blogue que os 4 jovens de 12ºano que iniciaram este blogue são oficialmente alunos universitários e um futuro médico, duas futuras enfermeiras e um futuro músico...

Continuaremos a tentar actualizar este blogue no âmbito das células tronco e esperemos que continuem a visitar e comentar o nosso blogue.

Aproveitamos também para deixar uma última palavra de agradecimento a todos os nossos seguidores anónimos, amigos, colegas, familiares e professores:
Muito Obrigado!


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Aprovado 1º Tratamento com Células Tronco Embrionárias de Origem Humana

Este tratamento experimental realizar-se-á nos EUA num grupo de pessoas com lesões graves e recentes na medula óssea.


As células tronco embrionárias podem transformar-se em quase qualquer tipo de células no organismo. O objectivo da universidade da Califórnia e da empresa Geron é convertê-las em oligodendrócitos, células nervosas que formam a bainha de mielina no sistema nervoso central.
A mielina permite a transmissão de impulsos nervosos através da espinal medula. Com a injecção de oligodendrócitos pode restaurar-se a transmissão nervosa interrompida com a lesão.
O ensaio que começará em breve vai avaliar a segurança do tratamento com um reduzido número de afectados. As células serão injectadas directamente na zona da lesão. Se os resultados forem positivos o tratamento poderá aplicar-se a um maior número de doentes.

Um dos grandes perigos da utilização deste tipo de células é o aparecimento de tumores porque, uma vez introduzidas no organismo podem proliferar de forma descontrolada.


Para mais informação:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44335&op=all#cont

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tratamento Experimental da Paralisia Cerebral com Células Tronco

O vídeo que se apresenta está relacionado com o caso de um menino com paralisia cerebral, diagnosticada aos 8 meses de idade, que foi submetido a um tratamento experimental com células tronco do cordão umbilical.

Após o tratamento com as células tronco do cordão umbilical, verificaram-se melhorias impressionantes num curto espaço de tempo.

Este caso é sem dúvida uma prova magnífica das enormes capacidades deste tipo de células!

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Corte do Cordão Umbilical Adiado Beneficia Bebé

No primeiro minuto após o nascimento, os médicos prendem o cordão umbilical para que este pare de "pulsar". É um procedimento comum nas maternidades dos dias de hoje, mas uma revisão sobre o tema indica que esperar até o cordão deixar de "pulsar" trás múltiplos benefícios para a saúde da criança.
Num estudo liderado por Paul Sanberg da Universidade do Sul da Florida, nos Estados Unidos, os cientistas salientam terem verificado que estas células do sangue do cordão umbilical ajudam a evitar problemas, como doenças respiratórias crónicas, anemia, problemas de visão, septicemia e, até, hemorragia cerebral.


A prática de prender o cordão umbilical começou há cerca de 50 anos, quando não se sabia a importância das células tronco. Segundo Paul Sanberg, parar essa transferência de sangue antes que essa função cesse por si própria é contraproducente.
Os cientistas fazem questão de alertar as mães que esperar mais tempo até que seja efectuado o corte não irá impedir que, caso queiram, as células do cordão umbilical sejam guardadas para uso futuro, procedimento cada vez mais comum no ocidente.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Células Tronco Inibem Crescimento de Células Cancerígenas


Segundo um estudo pulicado na revista Cancer Letters, as células tronco presentes no sangue do cordão umbilical são capazes de inibir o crescimento de células cancerígenas metastásticas de cancros agressivos.

A pesquisa mostrou que a matriz extracelular, formada por proteínas e polissacarídeos, das células encontradas no sangue do cordão umbilical estimula o aumento de uma proteína com efeitos anti-cancerígenos nos tumores.

Os pesquisadores expuseram células de um cancro de mama, durante dois dias, às células tronco do sangue do cordão umbilical. As células expostas foram implantadas em fêmeas de rato e os resultados mostraram que o volume dos tumores tratados com células tronco foram menores do que nos animais do grupo de controlo.

Os cientistas mostraram ainda que as células cancerígenas têm uma estreita relação com o micro-ambiente que as cerca. De acordo com informações divulgadas pelo CiênciaHoje.pt, a compreensão do efeito inibidor do micro-ambiente das células tronco pode permitir o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para o combate ao câncer.

Para David Ferreira, responsável médico da Crioestaminal, a pesquisa vai explicar a relação entre substâncias da matriz extracelular, produzidas por células estaminais, com as potencialidades inibidoras do crescimento de células cancerígenas.

Extraído de http://www.isaude.net
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lusocord - Banco Público de Células Tronco






O Lusocord é o único banco público de criopreservação de células tronco português e funciona no Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN).
Após o preenchimento de um inquérito por parte da futura mãe, que pode ser feito pela internet, e de todas as análises sanguíneas necessárias que são requeridas, o kit pode ser levantado no centro ou enviado para casa da parturiente conforme o pedido.

É de referir que todo o processo não tem nenhum gasto por parte dos dadores.

O Lusocord funciona como outros bancos públicos de células (p.e. sangue), ou seja, todas as amostras recolhidas ficam à disposição de quem delas necessitar e os pais não têm qualquer poder legal sobre o fim dado a estas. Em suma, as células tronco criopreservadas poderão ser utilizadas por qualquer pessoa tal como acontece nas transfusões sanguíneas, e não saberemos portanto de onde vêm nem para onde vão as nossas, temos apenas a certeza que todos os testes necessários foram feitos e que não há nenhum perigo na sua utilização.

Embora não saibamos se em caso de necessidade as nossas células tronco criopreservadas ainda permanecem no banco e ainda não foram utilizadas, a criopreservação de sangue do cordão umbilical num banco público é sempre uma boa opção (especialmente para aqueles que não poderão pagar os montantes pedidos pelos bancos privados), uma vez que, se grande parte da população portuguesa colaborar, teremos no Lusocord variedade e quantidade suficiente para todos.


O Lourenço (acima) foi o primeiro português a doar o sangue do cordão umbilical para o Lusocord.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Células Estaminais: designação

As células estaminais possuem várias designações consoante o país. Em Portugal são designadas células estaminais ou células-mãe. Por sua vez, no Brasil, designam-se de "células tronco". Esta variação é característica da tradução do original inglês «Stem Cells».
Quanto à designação destas células, o Professor Catedrático Henrique Guedes Pinto (2009) afirma:

«"Stem" em inglês designa "tronco", e nunca "estame" como alguém, provavelmente afastado das ciencias biológicas, apressada e erradamente presumiu. Estame em inglês é "stamen". Dessa confusão entre "stem" com "estame", em vez da designação de "células tronco" (células a partir das quais se diferenciam - "ramificam" - todos os outros tipos de células, do coração, pâncreas, neurónios, etc.), surgiu a errónea tradução de "células estaminais", que significa células dos estames.
Como em animais não há estames (só nas plantas) ainda mais absurda se torna a tradução feita.»

Tal como Pinto (2009), também nós partilhamos a mesma opinião e, por isso, tentámos utilizar sempre o termo "células tronco".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Células Tronco utilizadas pela 1ª vez para criar células cardíacas

Uma equipa de pesquisa da Faculdade de Medicina Mount Sinai (Estados Unidos) conseguiram, pela primeira vez, diferenciar as células tronco humanas em células do coração com cardiomiopatia, uma condição na qual as células musculares do coração são anormais.

A descoberta permitirá que os cientistas aprendam como essas células se tornam doentes, e a partir daí eles podem começar a desenvolver terapias farmacológicas para impedir que a doença ocorra ou piore.

Os pesquisadores usaram células da pele de dois pacientes com uma desordem genética conhecida pela sigla síndrome LEOPARD. A cardiomiopatia hipertrófica, ou espessamento do músculo do coração, está presente em 80% dos pacientes com síndrome LEOPARD e é o aspecto mais fatal da doença. As células da pele dessas pessoas foram reprogramadas e tornaram-se células tronco pluripotentes, que se diferenciam em quase todas as células. Os pesquisadores criaram então células cardíacas com características de cardiomiopatia hipertrófica.

"Nós sabíamos que havia potencial no uso de células tronco pluripotentes, a partir de pessoas com doenças genéticas para desenvolver as enfermidades in vitro, mas o nosso estudo é o primeiro a criar com êxito células anormais do coração", disse o investigador principal do estudo, Ihor R. Lemischka. "Agora que desenvolvemos essas células, podemos desenvolver tratamentos para impedir o seu crescimento."

Os cientistas sabem que as doenças genéticas ocorrem devido a uma mutação numa proteína, mas foram incapazes de determinar com precisão como é que isso resulta nos problemas de doenças associadas, como a cardiomiopatia hipertrófica. Os autores do estudo concluíram que as células do coração derivadas dessas células tronco pluripotentes fornecem as características necessárias para determinar com precisão a patologia por detrás desses distúrbios, e é uma base para o estudo de intervenções terapêuticas.

"Esta descoberta tem implicações de amplo alcance para doenças genéticas como a síndrome LEOPARD e a síndrome de Noonan," concluiu Lemischka.


Extraído e adaptado de: http://www.isaude.net

Vaticano na Investigação com Células Tronco


O Vaticano anunciou que se associou a um laboratório farmacêutico norte-americano para "desenvolver a investigação" e "sensibilizar a opinião pública" para as terapias com células tronco adultas.

O acordo foi assinado entre o Conselho Pontifício para a Cultura e o laboratório NeoStem Inc., precisou a Santa Sé, em comunicado.

A Igreja Católica recusa a investigação terapêutica com células tronco embrionárias, mas aceita a que se faz com células tronco do cordão umbilical ou adultas, localizadas por exemplo no sangue do cordão umbilical.

O convénio assinado estipula que a fundação associada à empresa farmacêutica e o projecto para a Ciência, Teologia e Investigação Ontológica do Conselho Pontifício para a Cultura colaborem em programas de educação, nomeadamente na realização de cursos e seminários universitários interdisciplinares de teologia, filosofia e bioética.


Extraído e adaptado do Jornal de Notícias.

domingo, 30 de maio de 2010

O nosso poster...

Como forma de divulgação do trabalho desenvolvido ao longo deste ano lectivo na disciplina de Área de Projecto de 12º ano, além do blog, foi criado este poster que tem como título Células Estaminais e Doenças Crónicas, que é também o tema do nosso trabalho.

Este, é introduzido a partir de uma questão de partida formulada pelo grupo de trabalho em Outubro de 2009, sendo ela: «A biotecnologia actual permite que as células estaminais possam ser utilizadas no tratamento de doenças crónicas?».

Posteriormente à formulação da questão de partida foram formuladas também duas hipóteses, sendo elas: a biotecnologia actual permite o tratamento de doenças crónicas com células estaminais e a qualidade de vida dos doentes crónicos tratados com células estaminais é melhor quando comparada com a qualidade de vida dos doentes crónicos tratados pela terapêutica convencional, às quais se pretendeu dar resposta através de um trabalho de pesquisa documental, método de pesquisa de informação seleccionado pelo grupo de trabalho.

Neste poster estão incluídos gráficos que surgiram como resultado do estudo de pesquisa documental, a discussão dos resultados que foram obtidos bem como as conclusões a que chegámos.

Resta dizer que este trabalho não foi feito apenas com o intuito de informar, mas principalmente com o objectivo de promover a cultura científica e "despertar consciências" para a importância de criopreservar as células estaminais do sangue do cordão umbilical.










domingo, 23 de maio de 2010

O esperma criado em laboratório


A investigação em células tronco embrionárias origina a cada dia que passa descobertas fascinantes. Já se conhecem algumas doenças onde as células tronco embrionárias podem ter uma aplicação terapêutica, tais como o Parkinson, a diabetes tipo 1, etc. É a possibilidade de cura destas doenças que torna as células tronco embrionárias uma promessa na medicina moderna.

Ainda assim, estas células continuam a surpreender. Recentemente um grupo de cientistas da Universidade de Newcastle, em Inglaterra, liderado pelo biólogo iraniano Karim Nayernia, deu a conhecer uma nova utilização destas células. O grupo de investigação chefiado por Nayernia desenvolveu uma nova técnica a partir de células tronco embrionárias portadoras dos cromossomas XY (masculino). Esta técnica consiste em deixar que as células tronco portadoras de cromossomas XY completem a sua divisão celular (meiose), para dar um esperma funcional.

Em relação às células portadoras dos cromossomas XX (fêmeas), estas originam espermatogónias, estado inicial do espermatozóide, mas não vão mais longe na meiose, não sendo possível obter esperma funcional.

A descoberta científica alcançada pela equipa de investigação liderada por Nayernia, levantou, como era de esperar, muitas questões éticas. As polémicas surgem sobretudo pelo facto de que se o esperma produzido em laboratório for utilizado para fecundar um óvulo, a criança que resultará desta fecundação não terá pai, sendo que as suas características genéticas serão herdadas do embrião cujas células tronco foram utilizadas para produzir espermatozóides. Desta forma, Nayernia apressa-se a esclarecer que o objectivo do seu estudo não é criar seres humanos em laboratório, mas desenvolver linhas de pesquisa que possam vir a ser usadas para curar a infertilidade masculina. “O nosso estudo destina-se a decifrar com detalhes como se forma o esperma e, dessa maneira, entender a razão pela qual alguns homens são inférteis”, escreve Nayernia no seu relatório de pesquisa.

É importante referir que os estudos realizados por esta equipa de investigação, também poderão ser úteis para descobrir como é que determinadas doenças genéticas são transmitidas através de gerações.


Extraído e adaptado de:
http://veja.abril.com.br/150709/semen-proveta-p-138.shtml



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domingo, 16 de maio de 2010

«Querer é Poder Viver» - Liga Portuguesa Contra o Cancro


«Querer é Poder Viver» é um evento de carácter solidário que surge enquadrado no Movimento Jovens Pela Vida da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Neste evento constarão conferências, actuações musicais e muitas outras actividades...

Forme a sua equipa!
Junte um grupo de amigos e apelando à imaginação defina o tipo de produtos ou serviços que pretende vender.

Vá a http://appontodeluz.blogspot.com, inscreva-se e saiba mais sobre esta iniciativa.

Esta iniciativa é promovida pelo 12º ano do Curso Geral de Ciências e Tecnologias. Junte-se a nós nesta causa!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Células Tronco Podem Curar Diabetes Tipo 1

Estudo realizado com células tronco, na Universidade Médica do Texas (EUA), procura conhecer a forma de induzir estas células a produzir insulina.



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terça-feira, 27 de abril de 2010

Histocompatibilidade


Cada um de nós tem uma individualidade biológica característica e muito particular. Com o nosso património genético herdamos algumas características que são marcadores dessa individualidade. Entre elas temos os genes HLA, Human Leucocyte Antigen (Antigénios Leucocitários Humanos), que codificam uma série de glicoproteínas – A, B, e D – que se localizam na superfície dos nossos leucócitos (glóbulos brancos).

Os genes HLA encontram-se no cromossoma 6. Como existem dois cromossomas 6, existem dois genes A, B e D, que podem também ser chamados de alelos. Por sua vez, estes alelos vão dar origem a 6 glicoproteínas HLA. Estas glicoproteínas vão ser reconhecidas pelos nossos linfócitos, que constituem as marcas da nossa identificação pessoal a nível celular.

Se uma célula estranha entrar no nosso organismo, os linfócitos não vão reconhecer o seu sistema HLA e vão atacar essas mesmas células. A acção destas células, constitui por isso, a nossa defesa contra as infecções e o cancro.

Apesar deste sistema nos ajudar a proteger contra as infecções e o cancro, este é também o responsável, no caso dos alotransplantes de células tronco, pela rejeição das células do dador. Isto acontece caso não se verifique histocompatibilidade entre o dador e o receptor. Ou seja, os linfócitos reconhecem as células do transplante como estranhas e destroem-nas (GHVD – Graft Versus Host Disease, ou seja, Doença do Transplante versus Hospedeiro). Uma compatibilidade completa entre dador e receptor significa uma correspondência 6/6 antigénios HLA.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Urgente!!


Ana Patrícia Ribeiro Fernandes, de 4 anos, reside em Murça Trás-os-Montes, está neste momento internada no IPO do Porto e precisa urgentemente de encontrar um dador de medula.

Para ser dador dirija-se ao Hospital Polido Valente ou ao Centro de Histocompatibilidade do Porto no Hospital de S.João de Segunda a Quinta das 8h às 16h e Sextas das 8h às 15h.

Vamos tentar ajudar a encontrar um dador compatível. Se não puder ser dador basta passar esta mensagem ao maior número de pessoas possível.

Obrigado!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Bioética - Uma questão importante

A utilização das células tronco é cada vez mais acentuada, e por isso, deve cada vez mais incentivar-se o debate acerca dos seus limites e licitude. Desta forma é importante fazer surgir uma reflexão que coloque em evidência as implicações éticas da utilização de células tronco.

Actualmente, as células tronco adultas começam a ser uma alternativa terapêutica bastante recorrente para as doenças que o permitam. Devido às características prodigiosas que possuem, podem assegurar a cura de um paciente portador de determinada doença, cuja aplicação da terapia com células tronco adultas seja exequível.

Contudo, as células tronco embrionárias apresentam capacidades ainda mais fascinantes quando comparadas com células tronco adultas. Devido ao facto de se tratarem de células totalmente indiferenciadas (pluripotentes), estas podem transformar-se em qualquer tipo de célula. Esta ideia torna-se fascinante se pensarmos na aplicação que elas poderão ter na área da medicina, permitindo porventura curar doenças mortais com tecidos e órgãos feitos à medida.

Os estudos feitos com células tronco embrionárias têm levantado grandes polémicas, como é possível determinar nas palavras de Tom Murray, especialista em bioética, que afirma: "É difícil terminar as disputas éticas (...) Confrontamo-nos com distinções subtis sobre o início da vida, que têm implicações científicas e religiosas."

Uns alegam que é imoral desperdiçar embriões excedentários, que podem salvar vidas. Outros, que defendem que a vida começa quando um espermatozóide fertiliza um óvulo, são absolutamente contra a ideia de se utilizarem e produzirem embriões para obter as ditas células. Na opinião destes, a diferença entre um embrião, um feto e um bebé é o tempo, e todos merecem protecção.


Será eticamente correcta a utilização de células tronco embrionárias? Deverá apostar-se no seu uso intensivo? O que acham? Deixem a vossa opinião...

Embrião com 5 dias (altura em que são extraídas as células)

sábado, 10 de abril de 2010

Vamos debater CIÊNCIA!!

O Elixir da Juventude, destinado a eliminar a velhice e a prolongar a vida, trata-se de um mito muito antigo.

Os antigos magos acreditavam poder captar as energias vitais universais e concentrá-las numa substância universal, cujas propriedades especiais permitiriam a cura e a regeneração do organismo, prolongando-se desta forma a vida. Deste modo o Elixir da Juventude poderá também ser encarado como um Elixir da Longa Vida.

Atendendo esta curta caracterização, poder-se-ão considerar as células-tronco um Elixir da Juventude/Elixir da Longa Vida? Porquê?



Deixe o seu comentário... Vamos debater CIÊNCIA!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sondagem!!


No âmbito de um concurso a que nos propusemos participar, sugerido pela Ordem dos Biólogos para os alunos do ensino secundário, e que se denomina por “Células Estaminais – O Elixir da Juventude?”, decidimos colocar no blog uma sondagem com o seguinte título “As células-tronco poderão ser consideradas um Elixir da Juventude?”.

Esta sondagem tem como principal objectivo averiguar a opinião dos visitantes do blog, para que posteriormente possamos utilizar os dados recolhidos no trabalho que irá ser feito para o concurso referido acima.

Gostaríamos ainda que os visitantes do blog, além de participarem na sondagem, dessem a sua opinião através de um comentário. Desta forma poderíamos ficar a conhecer melhor as opiniões distintas e quem sabe até debater os pontos de vista de cada um. Seria certamente uma experiência de feedback muito positiva!

Agradecemos assim o voto, e já agora, o comentário de cada um de vocês… ;)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Notícia!!

Células estaminais usadas para tratar paralisia cerebral
Estudo pioneiro na Duke University liga Portugal aos EUA


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Esta notícia encontra-se também no seguinte link:

www.cienciahoje.pt/index.php?oid=36087&op=all

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sabia que...

- Quando injectadas nas artérias coronárias, as células tronco adultas da medula óssea, permitem melhorar a função cardíaca dos doentes vítimas de ataque ou insuficiência cardíaca.

- Alguns doentes de leucemia tratados com células tronco provenientes da medula óssea e do sangue do cordão umbilical ficaram curados: em alguns casos, as células tronco do sangue doado permitiram reduzir o linfoma não-Hodgkin, bem como o cancro pancreático e dos ovários.

- As células tronco adultas podem ser úteis para desencadear a reparação das cartilagens destruídas. Em ensaios clínicos com seres humanos, a dor nas articulações diminuiu temporariamente após terapêutica com células tronco doadas. Alguns passaram a reagir melhor às terapêuticas normalizadas com fármacos.

- Em relação à doença de parkinson, os investigadores defendem que, neste caso, a esperança reside em conseguir que as células tronco do cérebro do próprio doente se diferenciem em células produtoras de dopamina, o neurotransmissor deficitário nesta doença.

- Poder-se-á induzir a diferenciação de células tronco embrionárias com células dos ilhéus pancreáticos, que segregam insulina e desta forma curar a diabetes tipo I.

Células tronco - Muito além das palavras...

Deixamos agora um vídeo que relata de uma forma breve aquilo que já foi dito neste blog.
Deixe o seu comentário. ;)
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Um beijinho para ti Carmenzita!!

Com apenas cinco anos, Carmen Pinheiro sofre desde Agosto de 2009 de leucemia mieloblástica aguda, uma doença rara em crianças e que faz com que Carmen necessite de um dador de medula óssea compatível para sobreviver.

Mais de um milhar de pessoas tem participado em campanhas de recolha de sangue realizadas em vários pontos do país.

Qualquer pessoa entre os 18 e os 45 anos, que seja saudável, nunca tenha recebido uma transfusão de sangue e que tenha um peso mínimo de 50 Kg pode inscrever-se como dador.

As próximas colheitas para Janeiro e Fevereiro são:

ERMESINDE, 30 de Janeiro (10h-16h) Bombeiros Voluntários de Ermesinde, R. 5 de Outubro nr 1002 / Tlf. 229710029 ou 229710008
Lisboa, 30 de Janeiro (14h-19h30) Estádio da Luz: Porta 9 do Pavilhão 2, ao lado da Zona Comercial do Estádio da Luz
MEALHADA, 30 de Janeiro (14h-19h) Escola Secundária da Mealhada
OVAR, 30 de Janeiro (15h-20h) Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai
ESPINHO, 31 de Janeiro (14h-19h) Centro Pastoral de Espinho
BORBA, 31 de Janeiro (11h-15h) Casa do Povo de Rio de Moinhos
BRAGA, 1 de Fevereiro (10h-19h) Domifer, Lda - Rendufe - Amares, R. do Parque Industrial
S.DOMINGOS DE RANA, 1 de Fevereiro (11h-14h) Destacamento de Trânsito de Carcavelos da GNR, Paeque Brisa (logo à saída das portagens da A5 em S.Domingos de Rana)
VILA NOVA DE GAIA, 2 de Fevereiro (13h-20h) Escola E.B.2,3 de Canelas
PORTO, 3 de Fevereiro (14h-19h) UCS-TAP Aeroporto Sá Carneiro
VILA NOVA DE GAIA, 4 de Fevereiro (9h-13h) Escola E.B. 2,3 de Almeida Garrett
LISBOA, 4 de Fevereiro (10h-16h) Câmara Municipal de Amadora - Serviço de Saúde Ocupacional, Av. Marqueês de Pombal, junto à Escola Superior de Teatro e Cinema
OLIVEIRA DE AZEMÉIS, 6 de Fevereiro (10h-16h) Centro de Sáude de Cucujães
GONDOMAR, 6 de Fevereiro (9h-12h30) Junta de Freguesia de Covelo
FARO, 6 de Fevereiro (11h-15h) Laboratório MODUSLAB
MATOSINHOS, 7 de Fevereiro (10h-16h) Esquadra da PSP de Santiago de Custóias
CASCAIS, 7 de Fevereiro (10h-16h) Extrenato Nossa Sr.ª do Rosário Salesianas
LISBOA, 7 de Fevereiro (10h-14h) Parque das Nações, Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes


Para mais informações pode consultar www.carmenpine.blogspot.com ou então enviar um e-mail para carmenzitapine@hotmail.com.

Ajude a divulgar esta causa!!!
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Células tronco adultas...


No organismo dos adultos, existe um pequeno número de células tronco em muitos tecidos e órgãos. Essas mesmas células permanecem desactivadas, até serem activadas por doença ou por lesão.
Ao contrário das células tronco embrionárias, as células tronco adultas não são capazes de se diferenciar em todos os tipos de células. Elas apenas conseguem transformar-se nos tipos celulares pertencentes ao seu tecido de origem. Uma célula tronco adulta do cérebro, por exemplo, pode tornar-se num neurónio, mas não numa célula óssea.
Até ao momento, foram encontradas células tronco adultas no cérebro, sangue, córnea, retina, coração, tecido adiposo, pele, polpa dental, medula óssea, vasos sanguíneos, musculatura esquelética, intestinos e cordão umbilical.

Desde 1988 que se realizam transplantes sanguíneos do cordão umbilical, que são considerados uma terapêutica com células tronco adultas, uma vez que as células provêm de bebés e não de embriões. Como acontece com a medula óssea, transplantada desde 1968, no sangue do cordão umbilical existe em abundância um tipo de células tronco capazes de originar glóbulos vermelhos, plaquetas, glóbulos brancos e células mesenquimatosas capazes de gerar osso e cartilagem.

Em oposição ao que sucede numa transfusão de sangue simples, que disponibiliza um conjunto de células destinadas a morrer ao fim de algum tempo, as células tronco presentes na medula óssea e cordão umbilical são capazes de atravessar os ossos, e fixarem-se na medula óssea para produzir novas células sanguíneas e imunitárias para toda a vida.

O desenvolvimento tecnológico e científico crescente, aliado ao estudo destas células que apresentam capacidades colossais, tem vindo ao longo dos anos a marcar o início de uma nova era da medicina regenerativa, permitindo curar doenças mortais com tecidos e órgãos feitos à medida de cada um de nós.
Por exemplo, uma pessoa padecente de anemia falciforme, pode ser curada através de um transplante de medula óssea. Este transplante é um exemplo de terapêutica com células tronco adultas, em que as células da medula óssea doada regeneram os sistemas sanguíneo e imunitário do paciente.
Para contrariar a doença e afastar riscos de infecção, a medula do próprio é ainda destruída por radiação e quimioterapia.

Em Portugal, uma criança diagnosticada com um síndrome de deficiência imunológica grave de células T (CD8+) foi tratada com sucesso em Fevereiro de 2007, no Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO), recorrendo a células tronco do seu cordão umbilical.

Os resultados actuais das investigações, comprovam a possibilidade de, nalgumas doenças, a administração de células tronco adultas poder ajudar no tratamento e reparação de tecidos danificados.

Estas células tão versáteis, quando recolhidas, tratadas e utilizadas, permitem portanto “colher uma nova esperança para a vida”, podendo quiçá ser consideradas um dos santos graais da biologia moderna!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Notícia!!


EUA autorizam uso de células estaminais embrionárias humanas
Autoridades médicas abrem novas portas à investigação


As autoridades médicas norte-americanas autorizaram esta quarta-feira a utilização de 13 linhas de células estaminais embrionárias humanas para a investigação pública, as primeiras no quadro da nova política do presidente Barack Obama, refere um comunicado, citado pela Lusa.
«Estou feliz por anunciar que já temos linhas de células estaminais embrionárias humanas para a comunidade de investigadores no quadro da nova política sobre a utilização destas células», afirmou Francis Collins, director dos Serviços Norte-Americanos de Saúde.
«De acordo com os regulamentos, estas células estaminais são derivadas de embriões doados segundo um processo ético certificado», acrescentou Collins, explicando que os Serviços Norte-Americanos de Saúde estão a trabalhar para colocar mais células destas à disposição dos investigadores federais.




Notícia de 02/12/2009

Células tronco embrionárias...


Em Novembro de 1998, James Thomson, cientista da Universidade de Wisconsin nos EUA, informou ter recolhido com êxito células de embriões disponíveis em clínicas de fertilidade, criando assim a primeira linha de células tronco embrionárias.
Inicia-se desta forma um estudo intensivo acerca destas células que apresentam à partida grandes faculdades.

Actualmente já se começa a falar acerca do estudo das células tronco embrionárias, das suas potencialidades e daquilo que num futuro próximo elas irão permitir. Mas o que são afinal estas células? Donde provêm?

As células tronco embrionárias provêm de embriões que são criados em fertilização in vitro. Os cientistas trabalham de forma a obter células de embriões produzidos através de clonagem terapêutica, por exemplo: um núcleo de uma célula da pele é inserido num óvulo cujo núcleo foi removido. Ao fim de cinco dias, transfere-se a massa celular interna do embrião para uma caixa de Petri com células de suporte. Desta forma, as células irão proliferar e as células tronco irão originar milhões de células indiferenciadas que serão referidas como uma linha de células tronco embrionárias.

Este tipo de células tem capacidade de se transformar, através da diferenciação celular, em qualquer tipo de célula, uma vez que se tratam de células totalmente indiferenciadas.
Contudo, a capacidade das mesmas traz vantagens e desvantagens aos cientistas, que têm de impedir o amadurecimento das células colhidas para posteriormente as moldarem aos doentes. A especialização celular torna-se portanto um desafio uma vez que todo o processo requer combinações muito complexas de factores de crescimento e de sinais químicos e genéticos, que só nos dias que correm, os investigadores começam a compreender.

A utilização de células tronco embrionárias está longe de ser uma realidade num futuro próximo. Contudo, quando todos os estudos necessários estiverem feitos e quando for possível utilizá-las na terapêutica de várias doenças que o permitam, elas serão com certeza uma esperança para a vida!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Biotecnologia

A Biotecnologia é uma actividade comercial (como a construção, a indústria têxtil ou farmacêutica ou mesmo o turismo). O que esta actividade – a Biotecnologia – tem de fascinante é que os seus produtos são aplicáveis a todos os outros sectores da economia, a nível mundial. Há produtos biotec na agricultura, na indústria têxtil, mecânica, farmacêutica, etc., mas também no ambiente, nas pescas e em tudo o mais que nos queiramos lembrar.
Se quiser perceber melhor como a Biotecnologia está presente em todos os actos que fazemos no nosso dia-a-dia, desafiamo-lo a ver o pequeno vídeo onde descobrirá que desde os jeans que veste até à fruta que come, em todos esses actos está subjacente uma actividade Biotecnológica.


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