sexta-feira, 2 de julho de 2010

Vaticano na Investigação com Células Tronco


O Vaticano anunciou que se associou a um laboratório farmacêutico norte-americano para "desenvolver a investigação" e "sensibilizar a opinião pública" para as terapias com células tronco adultas.

O acordo foi assinado entre o Conselho Pontifício para a Cultura e o laboratório NeoStem Inc., precisou a Santa Sé, em comunicado.

A Igreja Católica recusa a investigação terapêutica com células tronco embrionárias, mas aceita a que se faz com células tronco do cordão umbilical ou adultas, localizadas por exemplo no sangue do cordão umbilical.

O convénio assinado estipula que a fundação associada à empresa farmacêutica e o projecto para a Ciência, Teologia e Investigação Ontológica do Conselho Pontifício para a Cultura colaborem em programas de educação, nomeadamente na realização de cursos e seminários universitários interdisciplinares de teologia, filosofia e bioética.


Extraído e adaptado do Jornal de Notícias.

domingo, 30 de maio de 2010

O nosso poster...

Como forma de divulgação do trabalho desenvolvido ao longo deste ano lectivo na disciplina de Área de Projecto de 12º ano, além do blog, foi criado este poster que tem como título Células Estaminais e Doenças Crónicas, que é também o tema do nosso trabalho.

Este, é introduzido a partir de uma questão de partida formulada pelo grupo de trabalho em Outubro de 2009, sendo ela: «A biotecnologia actual permite que as células estaminais possam ser utilizadas no tratamento de doenças crónicas?».

Posteriormente à formulação da questão de partida foram formuladas também duas hipóteses, sendo elas: a biotecnologia actual permite o tratamento de doenças crónicas com células estaminais e a qualidade de vida dos doentes crónicos tratados com células estaminais é melhor quando comparada com a qualidade de vida dos doentes crónicos tratados pela terapêutica convencional, às quais se pretendeu dar resposta através de um trabalho de pesquisa documental, método de pesquisa de informação seleccionado pelo grupo de trabalho.

Neste poster estão incluídos gráficos que surgiram como resultado do estudo de pesquisa documental, a discussão dos resultados que foram obtidos bem como as conclusões a que chegámos.

Resta dizer que este trabalho não foi feito apenas com o intuito de informar, mas principalmente com o objectivo de promover a cultura científica e "despertar consciências" para a importância de criopreservar as células estaminais do sangue do cordão umbilical.










domingo, 23 de maio de 2010

O esperma criado em laboratório


A investigação em células tronco embrionárias origina a cada dia que passa descobertas fascinantes. Já se conhecem algumas doenças onde as células tronco embrionárias podem ter uma aplicação terapêutica, tais como o Parkinson, a diabetes tipo 1, etc. É a possibilidade de cura destas doenças que torna as células tronco embrionárias uma promessa na medicina moderna.

Ainda assim, estas células continuam a surpreender. Recentemente um grupo de cientistas da Universidade de Newcastle, em Inglaterra, liderado pelo biólogo iraniano Karim Nayernia, deu a conhecer uma nova utilização destas células. O grupo de investigação chefiado por Nayernia desenvolveu uma nova técnica a partir de células tronco embrionárias portadoras dos cromossomas XY (masculino). Esta técnica consiste em deixar que as células tronco portadoras de cromossomas XY completem a sua divisão celular (meiose), para dar um esperma funcional.

Em relação às células portadoras dos cromossomas XX (fêmeas), estas originam espermatogónias, estado inicial do espermatozóide, mas não vão mais longe na meiose, não sendo possível obter esperma funcional.

A descoberta científica alcançada pela equipa de investigação liderada por Nayernia, levantou, como era de esperar, muitas questões éticas. As polémicas surgem sobretudo pelo facto de que se o esperma produzido em laboratório for utilizado para fecundar um óvulo, a criança que resultará desta fecundação não terá pai, sendo que as suas características genéticas serão herdadas do embrião cujas células tronco foram utilizadas para produzir espermatozóides. Desta forma, Nayernia apressa-se a esclarecer que o objectivo do seu estudo não é criar seres humanos em laboratório, mas desenvolver linhas de pesquisa que possam vir a ser usadas para curar a infertilidade masculina. “O nosso estudo destina-se a decifrar com detalhes como se forma o esperma e, dessa maneira, entender a razão pela qual alguns homens são inférteis”, escreve Nayernia no seu relatório de pesquisa.

É importante referir que os estudos realizados por esta equipa de investigação, também poderão ser úteis para descobrir como é que determinadas doenças genéticas são transmitidas através de gerações.


Extraído e adaptado de:
http://veja.abril.com.br/150709/semen-proveta-p-138.shtml



domingo, 16 de maio de 2010

«Querer é Poder Viver» - Liga Portuguesa Contra o Cancro


«Querer é Poder Viver» é um evento de carácter solidário que surge enquadrado no Movimento Jovens Pela Vida da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Neste evento constarão conferências, actuações musicais e muitas outras actividades...

Forme a sua equipa!
Junte um grupo de amigos e apelando à imaginação defina o tipo de produtos ou serviços que pretende vender.

Vá a http://appontodeluz.blogspot.com, inscreva-se e saiba mais sobre esta iniciativa.

Esta iniciativa é promovida pelo 12º ano do Curso Geral de Ciências e Tecnologias. Junte-se a nós nesta causa!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Células Tronco Podem Curar Diabetes Tipo 1

Estudo realizado com células tronco, na Universidade Médica do Texas (EUA), procura conhecer a forma de induzir estas células a produzir insulina.







terça-feira, 27 de abril de 2010

Histocompatibilidade


Cada um de nós tem uma individualidade biológica característica e muito particular. Com o nosso património genético herdamos algumas características que são marcadores dessa individualidade. Entre elas temos os genes HLA, Human Leucocyte Antigen (Antigénios Leucocitários Humanos), que codificam uma série de glicoproteínas – A, B, e D – que se localizam na superfície dos nossos leucócitos (glóbulos brancos).

Os genes HLA encontram-se no cromossoma 6. Como existem dois cromossomas 6, existem dois genes A, B e D, que podem também ser chamados de alelos. Por sua vez, estes alelos vão dar origem a 6 glicoproteínas HLA. Estas glicoproteínas vão ser reconhecidas pelos nossos linfócitos, que constituem as marcas da nossa identificação pessoal a nível celular.

Se uma célula estranha entrar no nosso organismo, os linfócitos não vão reconhecer o seu sistema HLA e vão atacar essas mesmas células. A acção destas células, constitui por isso, a nossa defesa contra as infecções e o cancro.

Apesar deste sistema nos ajudar a proteger contra as infecções e o cancro, este é também o responsável, no caso dos alotransplantes de células tronco, pela rejeição das células do dador. Isto acontece caso não se verifique histocompatibilidade entre o dador e o receptor. Ou seja, os linfócitos reconhecem as células do transplante como estranhas e destroem-nas (GHVD – Graft Versus Host Disease, ou seja, Doença do Transplante versus Hospedeiro). Uma compatibilidade completa entre dador e receptor significa uma correspondência 6/6 antigénios HLA.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Urgente!!


Ana Patrícia Ribeiro Fernandes, de 4 anos, reside em Murça Trás-os-Montes, está neste momento internada no IPO do Porto e precisa urgentemente de encontrar um dador de medula.

Para ser dador dirija-se ao Hospital Polido Valente ou ao Centro de Histocompatibilidade do Porto no Hospital de S.João de Segunda a Quinta das 8h às 16h e Sextas das 8h às 15h.

Vamos tentar ajudar a encontrar um dador compatível. Se não puder ser dador basta passar esta mensagem ao maior número de pessoas possível.

Obrigado!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Bioética - Uma questão importante

A utilização das células tronco é cada vez mais acentuada, e por isso, deve cada vez mais incentivar-se o debate acerca dos seus limites e licitude. Desta forma é importante fazer surgir uma reflexão que coloque em evidência as implicações éticas da utilização de células tronco.

Actualmente, as células tronco adultas começam a ser uma alternativa terapêutica bastante recorrente para as doenças que o permitam. Devido às características prodigiosas que possuem, podem assegurar a cura de um paciente portador de determinada doença, cuja aplicação da terapia com células tronco adultas seja exequível.

Contudo, as células tronco embrionárias apresentam capacidades ainda mais fascinantes quando comparadas com células tronco adultas. Devido ao facto de se tratarem de células totalmente indiferenciadas (pluripotentes), estas podem transformar-se em qualquer tipo de célula. Esta ideia torna-se fascinante se pensarmos na aplicação que elas poderão ter na área da medicina, permitindo porventura curar doenças mortais com tecidos e órgãos feitos à medida.

Os estudos feitos com células tronco embrionárias têm levantado grandes polémicas, como é possível determinar nas palavras de Tom Murray, especialista em bioética, que afirma: "É difícil terminar as disputas éticas (...) Confrontamo-nos com distinções subtis sobre o início da vida, que têm implicações científicas e religiosas."

Uns alegam que é imoral desperdiçar embriões excedentários, que podem salvar vidas. Outros, que defendem que a vida começa quando um espermatozóide fertiliza um óvulo, são absolutamente contra a ideia de se utilizarem e produzirem embriões para obter as ditas células. Na opinião destes, a diferença entre um embrião, um feto e um bebé é o tempo, e todos merecem protecção.


Será eticamente correcta a utilização de células tronco embrionárias? Deverá apostar-se no seu uso intensivo? O que acham? Deixem a vossa opinião...

Embrião com 5 dias (altura em que são extraídas as células)

sábado, 10 de abril de 2010

Vamos debater CIÊNCIA!!

O Elixir da Juventude, destinado a eliminar a velhice e a prolongar a vida, trata-se de um mito muito antigo.

Os antigos magos acreditavam poder captar as energias vitais universais e concentrá-las numa substância universal, cujas propriedades especiais permitiriam a cura e a regeneração do organismo, prolongando-se desta forma a vida. Deste modo o Elixir da Juventude poderá também ser encarado como um Elixir da Longa Vida.

Atendendo esta curta caracterização, poder-se-ão considerar as células-tronco um Elixir da Juventude/Elixir da Longa Vida? Porquê?



Deixe o seu comentário... Vamos debater CIÊNCIA!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sondagem!!


No âmbito de um concurso a que nos propusemos participar, sugerido pela Ordem dos Biólogos para os alunos do ensino secundário, e que se denomina por “Células Estaminais – O Elixir da Juventude?”, decidimos colocar no blog uma sondagem com o seguinte título “As células-tronco poderão ser consideradas um Elixir da Juventude?”.

Esta sondagem tem como principal objectivo averiguar a opinião dos visitantes do blog, para que posteriormente possamos utilizar os dados recolhidos no trabalho que irá ser feito para o concurso referido acima.

Gostaríamos ainda que os visitantes do blog, além de participarem na sondagem, dessem a sua opinião através de um comentário. Desta forma poderíamos ficar a conhecer melhor as opiniões distintas e quem sabe até debater os pontos de vista de cada um. Seria certamente uma experiência de feedback muito positiva!

Agradecemos assim o voto, e já agora, o comentário de cada um de vocês… ;)